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MercadoFonte: FipeZap / DataZap

Imóveis Sobem 6,52% em 2025: Nordeste Lidera e Vitória Tem o m² Mais Caro do País

O Índice FipeZap encerrou 2025 com valorização de 6,52% nos imóveis residenciais — a segunda maior alta em 11 anos. Salvador liderou com +16,25%, e Vitória (ES) superou São Paulo no preço médio por metro quadrado.

15 de janeiro de 2026·4 min de leiturapreços imóveisFipeZapvalorização imóvel

O Índice FipeZap encerrou 2025 com valorização de 6,52% nos imóveis residenciais — a segunda maior alta em 11 anos, atrás apenas de 2021. O desempenho superou o IPCA (4,18% no ano) e ficou muito acima do IGP-M, que fechou 2025 em território negativo (-1,05%). O metro quadrado médio no Brasil chegou a R$ 9.611.

Quem liderou a valorização em 2025

A grande surpresa do ano foi a ascensão do Nordeste e do interior como protagonistas — São Paulo e Rio de Janeiro ficaram fora do top 5.

CidadeValorização 2025
Salvador (BA)+16,25%
João Pessoa (PB)+15,15%
Vitória (ES)+15,13%
São Luís (MA)+12,8%
Belo Horizonte (MG)+11,4%

Salvador liderou o ranking nacional com impressionantes 16,25% de valorização, impulsionada pela crescente demanda de compradores de outras regiões, infraestrutura em expansão e oferta ainda baixa em bairros nobres.

Vitória tem o metro quadrado mais caro entre as capitais

Quem conhece o mercado imobiliário brasileiro há décadas pode se surpreender: Vitória (ES) encerrou 2025 com o maior preço médio por metro quadrado entre todas as capitais — R$ 14.108/m², à frente de São Paulo e Rio de Janeiro.

No ranking geral das 56 cidades monitoradas pelo FipeZap, Vitória fica em terceiro lugar, atrás apenas de Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²) e Itapema (R$ 14.843/m²) — dois municípios catarinenses que se consolidaram como destinos de alta renda.

Preços médios por metro quadrado (venda, 2025)

CidadePreço médio (R$/m²)
Balneário CamboriúR$ 14.906
ItapemaR$ 14.843
VitóriaR$ 14.108
São Paulo~R$ 11.200
Florianópolis~R$ 10.900
Rio de Janeiro~R$ 10.100
SalvadorR$ 8.238

Fonte: FipeZap, dezembro de 2025.

O que está puxando os preços fora do eixo Rio-SP

1. Migração interna: O pós-pandemia acelerou a saída de profissionais das grandes metrópoles em direção a capitais regionais com melhor custo-benefício de vida.

2. Deficit habitacional concentrado: As regiões Norte e Nordeste têm um dos maiores deficits habitacionais do país, e o avanço do Minha Casa Minha Vida nessas regiões gerou aquecimento em todos os segmentos.

3. Infraestrutura e turismo: Cidades como Salvador e João Pessoa receberam investimentos em mobilidade urbana e infraestrutura turística que valorizaram bairros anteriormente depreciados.

4. Oferta restrita: O estoque de imóveis novos em bairros valorizados de Vitória e Salvador é limitado — combinação clássica de demanda crescente com oferta comprimida.

O papel dos juros altos

A Selic em patamares elevados durante 2025 freou o volume de transações, mas não os preços — o mesmo fenômeno observado nos EUA em 2022-2023. Proprietários preferem aguardar melhores condições para vender, contraindo a oferta e mantendo os preços estáveis ou em alta.

O que esperar para 2026

Com a Selic em queda gradual a partir de março de 2026, analistas projetam aumento no volume de transações e possível aceleração nos preços nas cidades que já mostraram forte valorização em 2025. O FipeZap projeta que a valorização de 2026 deve ficar entre 5% e 8% no acumulado anual.