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Quanto de Entrada Preciso para Comprar um Imóvel? Tudo que Você Precisa Saber

Descubra o valor mínimo de entrada exigido por cada banco, como a entrada afeta as parcelas e os juros totais, e quanto tempo leva para juntar o valor necessário.

23 de abril de 2026·7 min de leituraentradafinanciamentocompra de imóvelpoupançaplanejamento

A primeira pergunta de quem quer comprar um imóvel financiado é quase sempre a mesma: "quanto de entrada eu preciso?" A resposta depende do banco, do programa de crédito e do seu perfil — mas entender a lógica por trás do percentual muda completamente o planejamento.

O mínimo exigido pelos bancos

Os bancos financiam, em geral, entre 70% e 90% do valor do imóvel. Isso significa que você precisa ter entre 10% e 30% de entrada disponível. Mas esses percentuais variam bastante:

Banco / ProgramaEntrada mínimaObservações
Caixa — SBPE (SFH)20%Imóveis até R$ 1,5 mi
Caixa — MCMV (Faixa 1 e 2)0% a 5%Com subsídio federal
Banco do Brasil20%Pode variar por perfil
Bradesco / Itaú / Santander20% a 30%Depende do score e renda
Caixa — imóvel acima de R$ 1,5 mi30%+Fora do SFH

Para imóveis enquadrados no Minha Casa Minha Vida, o exigido pode ser zero — mas existe um limite de renda e valor do imóvel.

A entrada não é o único desembolso inicial

Um erro muito comum: planejar apenas a entrada e esquecer os custos de transação, que costumam somar entre 4% e 8% do valor do imóvel:

  • ITBI: 2% a 4% (varia por município)
  • Escritura e registro: 1% a 2%
  • Avaliação bancária: R$ 800 a R$ 3.500
  • Corretagem (se houver): 5% a 6%

Em um imóvel de R$ 500.000 com entrada de 20% (R$ 100.000), você pode precisar de mais R$ 25.000 a R$ 40.000 só em custos — totalizando R$ 125.000 a R$ 140.000 de desembolso inicial.

Como a entrada afeta as parcelas e o total de juros

Quanto maior a entrada, menor o saldo financiado — e o impacto nos juros totais é significativo:

EntradaValor financiadoParcela inicial (SAC)Total de juros (20 anos, 10,5% a.a.)
10% — R$ 50.000R$ 450.000R$ 5.813R$ 411.000
20% — R$ 100.000R$ 400.000R$ 5.167R$ 365.000
30% — R$ 150.000R$ 350.000R$ 4.521R$ 319.000
40% — R$ 200.000R$ 300.000R$ 3.875R$ 274.000

Com 40% de entrada em vez de 10%, você paga R$ 137.000 a menos em juros ao longo do contrato. Por outro lado, imobiliza mais capital que poderia estar investido.

A conta do custo de oportunidade

Dar entrada maior reduz os juros do financiamento — mas o dinheiro "extra" poderia estar rendendo na renda fixa. Hoje, com a Selic em 14,75%, R$ 100.000 investidos em Tesouro Selic rendem cerca de R$ 14.750/ano bruto.

A decisão de dar mais entrada deve comparar:

  • Taxa de juros do financiamento (custo do dinheiro financiado)
  • Retorno da aplicação alternativa (ganho de manter o capital investido)

Se o financiamento custa 10,5% e a renda fixa rende 14,75%, financeiramente pode ser mais vantajoso dar a entrada mínima e manter o restante aplicado. Mas isso exige disciplina — o dinheiro precisa realmente ficar investido, não ser gasto.

Quanto tempo leva para juntar a entrada?

Para um imóvel de R$ 500.000 com entrada de 20% (R$ 100.000) e custos de R$ 30.000:

Valor guardado por mêsRendimento (LCI/LCA ~13% a.a.)Tempo para R$ 130.000
R$ 2.000/mês13% a.a.≈ 4 anos e 4 meses
R$ 3.000/mês13% a.a.≈ 3 anos e 1 mês
R$ 5.000/mês13% a.a.≈ 2 anos

O rendimento faz diferença — guardar em poupança (que rende menos que a inflação) pode adicionar 6 a 12 meses ao prazo.

Onde guardar o dinheiro da entrada

O dinheiro para a entrada tem horizonte definido — não é investimento de longo prazo. Priorize:

  1. Tesouro Selic — liquidez diária, rende próximo à Selic, seguro
  2. CDB com liquidez diária de banco sólido — rende 100%–110% do CDI
  3. LCI/LCA — isentas de IR para pessoa física, boas taxas para prazos de 1–3 anos
  4. Fundo de renda fixa com taxa zero — boa opção para quem quer praticidade

Evite renda variável (bolsa, FIIs) para o dinheiro que você vai precisar em data certa — a volatilidade pode colocar em risco o timing da compra.

Estratégia prática

  1. Defina o valor do imóvel que você consegue sustentar (parcela máxima = 30% da renda bruta)
  2. Some entrada (20%) + custos (5–8%) = meta de poupança
  3. Calcule quanto guardar por mês para atingir a meta no prazo desejado
  4. Abra uma conta separada só para a entrada — psicologicamente mais fácil não tocar
  5. Revise o plano anualmente — renda, meta e taxas mudam

Use a calculadora de poupança para entrada do CalculaImóvel para simular diferentes aportes mensais e comparar quanto tempo leva com poupança, CDB, LCI e Tesouro Selic.

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